quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Como perder peso durante a licença de maternidade em 6 passos

Aqui está a fórmula que todas procuram e poucas alcançam:

1.º - Apostar num intercomunicador de grande alcance (long range);
2.º - Adquirir imóvel com o mínimo de 350m2, preferencialmente com 2 andares, sem elevador;
3.º - Colocar bébé na ponta Oeste do imóvel;
4.º - Ligar intercomunicador e permanecer na ponta Este do imóvel, aguardando sinal de alarme;
5.º - Sempre que o bébé chorar, deslocar-se o mais rapidamente possível em socorro do mesmo,      contraindo as nádegas;
6.º - Não ceder à tentação de pôr o bébé ao pé de vocês.

Nota: Sempre que a tipologia do imóvel o permita, adoptar o procedimento supra descrito, colocando o bébé na Cave e permanecendo no 2.º andar à espera do sinal de alarme. O ponto 5.º deverá, neste caso, ser feito sem utilização de elevador.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

AE vs DE

Como ultimamente não tenho tido muito que fazer (!), estava aqui a pensar e a fazer um balanço dos melhores momentos do parto do JM, e cheguei à conclusão que o top of the pops foi, sem dúvida, a epidural. Acho mesmo que podemos dividir a nossa vida em dois períodos distintos: o Antes da Epidural (AE) e o Depois da Epidural (DE).

Para terem uma ideia do que estou a falar, deixo-vos aqui um resumo dos meus pensamentos durante esses dois momentos, tão distintos:

Fase AE:

- "Mas como é que eu me meti nisto outra vez?! Ninguém pode ser tão estúpido!"
- "Alguém que me extraia, com carácter de urgência, o duende que está alojado nos meus rins, a espetá-los com um pau de dois bicos!"
- "Eu amo anestesistas. Eu amo anestesistas."
- "Eu vou falecer. Eu sei que vou falecer!"

Fase DE:

- "Ahhh... Bolas.... Acho que deixei roupa na corda..."
- "O que será que é feito do Mário do Big Brother 1?"
- "Deviam pintar as paredes deste hospital de casca de ovo..."
- "Quando é que as pessoas vão perceber que as californianas não ficam bem a toda a gente?"



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Agarra que é ladrão!

Se alguém vir este panda ladrão por aí, alertem as autoridades e denunciem o roubo de mais uma noite de sono e um episódio da novela. Alguém tem de os levar à justiça. Não se vão ficar a rir!

Note to Self #1

Sabemos que temos dupla personalidade quando as últimas pesquisas no motor de busca da internet são "recém nascido com diarreia" e "party dresses 2014".

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Verdade verdadinha!


Let the games begin (again)!

Esta é uma história normal. De pessoas normais, com vidas normais. É a história de uma jovem advogada de sucesso que, cansada de ser a rainha da noite e de ter o mundo a seus pés, resolveu ser mãe.
A maternidade sempre foi uma etapa a alcançar, por isso, mais cedo ou mais tarde, teríamos de trocar viagens por passeios ao parque, copos por biberons e lingerie por fraldas.
Sem que nada o fizesse prever, e sucumbindo à pressão dos 30, vinha aí a Florzinha!
Já?! Assim sem aviso, sem ai nem ui? Sem um "olhe, desculpe, não se importa que eu me apodere da sua vida"? Sem um "Çença!", um "Xa passar!", um "Abram alas para o Noddy!" ou  um "Não aviso cabeças!"? Nada. 
Sem proferir uma palavra de conforto, um ser desconhecido alojou-se no que era o meu corpo e transfigurou-o durante 9 meses, até que este, vencido pelo cansaço, o libertou, como  que me dizendo, "Desisto. A partir daqui estás por tua conta".
Desde este bonito momento, passaram-se aproximadamente 3 anos. A Florzinha é agora parte das nossas vidas de uma forma tão profunda que já nem nos lembramos de como era a vida antes dela. Ou lembramos... Pouco... Ok, lembro-me como se fosse ontem.
Talvez por egoísmo ou comodismo, sempre incuti muito a autonomia e independência das crianças. Hoje, a Florzinha já não usa fraldas, já não usa chucha, já quase não nos usa a nós. Dá-me ideia que se a deixasse sozinha em casa, com a televisão no canal Disney, um pacote de bolachas e uma tijela com água, a miúda se safava. Finalmente, 3 anos passados a uma velocidade alucinante, podemos relaxar um pouco e descansar. Ou não.
Não contentes com a tranquilidade que se adivinhava, resolvemos repetir a graça, e pensámos: "Agora que já estamos finalmente a conseguir ter uma vida mais ou menos normal, que já dormimos a noite toda e que já jantamos horas decentes, como os humanos, porque não começar tudo de novo?!" "Agora que, finalmente, voltei à minha antiga forma física, porque  não escangalhar isto tudo outra vez e ter outro filho?" "Vamos lá deixar de ter vida social por mais uns aninhos! Quem é que precisa de sair de casa?"
E assim foi. Faz hoje 3 semanas e 3 dias que nasceu o nosso pequeno e querido João Maria. É de facto, o melhor que o mundo tem. E já só faltam 18 anos.