segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Let the games begin (again)!

Esta é uma história normal. De pessoas normais, com vidas normais. É a história de uma jovem advogada de sucesso que, cansada de ser a rainha da noite e de ter o mundo a seus pés, resolveu ser mãe.
A maternidade sempre foi uma etapa a alcançar, por isso, mais cedo ou mais tarde, teríamos de trocar viagens por passeios ao parque, copos por biberons e lingerie por fraldas.
Sem que nada o fizesse prever, e sucumbindo à pressão dos 30, vinha aí a Florzinha!
Já?! Assim sem aviso, sem ai nem ui? Sem um "olhe, desculpe, não se importa que eu me apodere da sua vida"? Sem um "Çença!", um "Xa passar!", um "Abram alas para o Noddy!" ou  um "Não aviso cabeças!"? Nada. 
Sem proferir uma palavra de conforto, um ser desconhecido alojou-se no que era o meu corpo e transfigurou-o durante 9 meses, até que este, vencido pelo cansaço, o libertou, como  que me dizendo, "Desisto. A partir daqui estás por tua conta".
Desde este bonito momento, passaram-se aproximadamente 3 anos. A Florzinha é agora parte das nossas vidas de uma forma tão profunda que já nem nos lembramos de como era a vida antes dela. Ou lembramos... Pouco... Ok, lembro-me como se fosse ontem.
Talvez por egoísmo ou comodismo, sempre incuti muito a autonomia e independência das crianças. Hoje, a Florzinha já não usa fraldas, já não usa chucha, já quase não nos usa a nós. Dá-me ideia que se a deixasse sozinha em casa, com a televisão no canal Disney, um pacote de bolachas e uma tijela com água, a miúda se safava. Finalmente, 3 anos passados a uma velocidade alucinante, podemos relaxar um pouco e descansar. Ou não.
Não contentes com a tranquilidade que se adivinhava, resolvemos repetir a graça, e pensámos: "Agora que já estamos finalmente a conseguir ter uma vida mais ou menos normal, que já dormimos a noite toda e que já jantamos horas decentes, como os humanos, porque não começar tudo de novo?!" "Agora que, finalmente, voltei à minha antiga forma física, porque  não escangalhar isto tudo outra vez e ter outro filho?" "Vamos lá deixar de ter vida social por mais uns aninhos! Quem é que precisa de sair de casa?"
E assim foi. Faz hoje 3 semanas e 3 dias que nasceu o nosso pequeno e querido João Maria. É de facto, o melhor que o mundo tem. E já só faltam 18 anos.

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